Boxe:
BOXEADORA AMERICANA É BRONZE NO PAN E DEVE VITÓRIA À PRISÃO DO SEU PAI
O roteiro de
filme começa com uma criança indo visitar o pai na prisão.
Claressa Shields, não tinha mais de nove anos e não
entendia o motivo que mantinha ''seu herói'' ali.
Nascida e
criada em Flint, Michigan, a cidade mais violenta de todo os Estados Unidos,
viu seu pai, Bo Shields, ficar alguns anos recluso por vender drogas.
Ao sair, foi
difícil encontrar um emprego para bancar a família. Triste e com medo de
cometer os mesmos erros, disse para a filha que, se fizesse algo por que fosse
realmente apaixonado, não teria chegado naquela situação.
Com medo de
ver o pai novamente com problemas, ela perguntou: ''Em que você é
apaixonado?''. A resposta foi fácil: boxe.
Ele tinha
até tentado carreira, mas nunca funcionou. Nenhum dos dois sabia, mas aquela
simples resposta abriria o caminho até um ouro olímpico.
Aos 20 anos,
é a menina quem hoje entra nos ringues e é considerada um fenômeno de sua
modalidade, e tenta o ouro no Pan de Toronto.
Segundo a
afirmação de Claressa, seu pai lhe disse boxe.
“Se ele
tivesse me dito corrida, provavelmente eu seria uma corredora.
Se fosse basquete,
a mesma coisa. Mas ele me disse boxe.
Fui treinar
para deixar meu pai viver o que sonhava através de mim. Eu sabia que podia
lutar”.
A menina foi
rápida. Lutava dia e noite. Lutava até quando não devia - respondendo o
bullying que sofria na escola.
Conseguiu a vaga para o
time americano nas seletivas dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e, acredite,
foi campeã olímpica com apenas 17 anos.
Nas quartas
de final do Pan de Toronto, na última terça-feira, dia 21, não houve surpresas.
Claressa Shields passou pela brasileira Flávia Figueiredo e já garantiu, pelo menos, uma
medalha de bronze na competição.
Com um ouro
olímpico na estante e apenas 20 anos, Claressa sonha em repetir a dose nos
Jogos Olímpicos Rio 2016, e já tomou a decisão de entrar para boxe feminino
profissional.

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