quinta-feira, 9 de julho de 2015

Esporte amador/Nado sincronizado:

Com oito bronzes, nado sincronizado do Brasil quer outra medalha no Pan



As brasileiras do nado sincronizado são bronzeadas. Sem dúvida.

Mas não é de hoje, devido aos treinos na piscina e à exposição ao sol.

O bronze veio logo na primeira medalha, por equipes, no Pan de São Paulo, em 1963. Voltou em 1999, com o dueto. Em 2003, 2007 e 2011, equipe e dueto repetiram o terceiro lugar no pódio nos Jogos Pan-americanos.

Agora, oito medalhas depois, essa gente bronzeada quer mostrar seu valor.
"Estamos muito motivadas e confiantes em uma medalha de cor diferente", afirma Lara Teixeira, a mais bronzeada da equipe em Toronto, com quatro medalhas.
"Eu acho que o Brasil nunca esteve tão perto de mudar a medalha. Este ano temos muita chance de prata e de encostar no ouro", diz Branca Feres, 27, que volta a um Pan ao lado da irmã gêmea Bia após o terceiro lugar na edição do Rio, em 2007.

Umas das mudanças nos últimos anos que mais dão confiança às atletas é a chegada da técnica canadense Julie Sauvé, dona de oito medalhas olímpicas.
"A nossa maior mudança veio com a contratação da Julie. Com ela, mudamos todo nosso planejamento de treinamento, físico, coreográfico etc. Nunca estivemos tecnicamente tão próximos de subir mais um degrau no pódio como agora", diz a outra técnica da seleção, a brasileira Maura Xavier.
"Ela é muito boa. Está fazendo muita diferença na nossa performance", confirma Bia Feres.

As provas de nado sincronizado em Toronto começam antes da cerimônia de abertura, que será na sexta (10).

Já nesta quinta, às 13h (de Brasília), o dueto brasileiro composto por Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci entra na piscina. Às 19h, é a vez da equipe com Lorena Molinos, Bia Feres, Branca Feres, Maria Bruno, Pamela Nogueira, Sabrine Lowe e Lara Teixeira, além das meninas do dueto (uma delas será reserva).
"Estou liderando a equipe para acreditarem nelas e se superarem para viver uma experiência única de serem medalhistas de prata, superando um gigante do nado que são os Estados Unidos. Nós podemos e temos que ter 'sangue nos olhos' para buscar essa medalha inédita", diz Lara, 27, a mais experiente da equipe.

CHANCE DE PRATA

Para as brasileiras, há chance de prata no dueto e na equipe. Em ambas, as rivais mais fortes são as canadenses, donas da casa – em seguida, vêm os Estados Unidos e, depois, o México."Vai ser um sentimento especial para mim e para Bia por estarmos competindo de novo no Pan. Foi ali que a gente se destacou [em 2007]. E estamos animadas, pois temos chance de uma medalha diferente", conclui Branca.

Fonte: A Folha SP


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