Esporte amador/Nado sincronizado:
Com oito bronzes, nado sincronizado do Brasil
quer outra medalha no Pan
As brasileiras do nado
sincronizado são bronzeadas. Sem dúvida.
Mas não é de hoje, devido aos
treinos na piscina e à exposição ao sol.
O bronze veio logo na primeira
medalha, por equipes, no Pan de São Paulo, em 1963. Voltou em 1999, com o
dueto. Em 2003, 2007 e 2011, equipe e dueto repetiram o terceiro lugar no pódio
nos Jogos Pan-americanos.
Agora, oito medalhas depois, essa
gente bronzeada quer mostrar seu valor.
"Estamos muito motivadas e
confiantes em uma medalha de cor diferente", afirma Lara Teixeira, a mais
bronzeada da equipe em
Toronto, com quatro medalhas.
"Eu acho que o Brasil nunca
esteve tão perto de mudar a medalha. Este ano temos muita chance de prata e de
encostar no ouro", diz Branca Feres, 27, que volta a um Pan ao lado da
irmã gêmea Bia após o terceiro lugar na edição do Rio, em 2007.
Umas das mudanças nos últimos anos
que mais dão confiança às atletas é a chegada da técnica canadense Julie Sauvé,
dona de oito medalhas olímpicas.
"A nossa maior mudança veio com
a contratação da Julie. Com ela, mudamos todo nosso planejamento de
treinamento, físico, coreográfico etc. Nunca estivemos tecnicamente tão
próximos de subir mais um degrau no pódio como agora", diz a outra técnica
da seleção, a brasileira Maura Xavier.
"Ela é muito boa. Está fazendo
muita diferença na nossa performance", confirma Bia Feres.
As provas de nado sincronizado em Toronto
começam antes da cerimônia de abertura, que será na sexta (10).
Já nesta quinta, às 13h (de
Brasília), o dueto brasileiro composto por Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci
entra na piscina. Às 19h, é a vez da equipe com Lorena Molinos, Bia Feres, Branca
Feres, Maria Bruno, Pamela Nogueira, Sabrine Lowe e Lara Teixeira, além das
meninas do dueto (uma delas será reserva).
"Estou liderando a equipe para
acreditarem nelas e se superarem para viver uma experiência única de serem
medalhistas de prata, superando um gigante do nado que são os Estados Unidos.
Nós podemos e temos que ter 'sangue nos olhos' para buscar essa medalha
inédita", diz Lara, 27, a mais experiente da equipe.
CHANCE DE PRATA
Para as brasileiras, há chance de
prata no dueto e na equipe. Em ambas, as rivais mais fortes são as canadenses,
donas da casa – em seguida, vêm os Estados Unidos e, depois, o México."Vai ser um sentimento especial
para mim e para Bia por estarmos competindo de novo no Pan. Foi ali que a gente
se destacou [em 2007]. E estamos animadas, pois temos chance de uma medalha
diferente", conclui Branca.

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