A VERGONHA QUE É A
SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL
Na noite desta terça-feira,
29, deixei de ouvir minhas resenhas esportivas no rádio para assistir ao jogo
da nossa Seleção Brasileira, que teve início às 21:45h, horário local.
Tenho dito aos amigos e pessoas
mais próximas, que depois daquela sonora e impiedosa goleada de 7 a 1, sofrida pelo
Brasil diante da Seleção alemã na Copa do Mundo, naquele 8 de julho de 2014, no
Mineirão, o time canarinho nunca mais foi o mesmo – e talvez, tão cedo, não
consiga se reerguer.
A minha desconfiança de que
o Brasil não passará nas eliminatórias de classificação para o próximo Mundial
de 2018, na Rússia, começou desde a indicação de Dunga para ser o técnico. Ele
já vem de um fracasso recente diante do próprio selecionado canarinho, e pelo
visto, por ocasião do seu retorno, não houve evolução quanto à sua maneira de
orientar seus jogadores dentro de campo. Seus auxiliares, também deixam a
desejar. Não vejo no horizonte um técnico que possa assumir o time nacional sem
que tenha que enfrentar duras críticas e imensa desconfiança ao dirigir uma safra
de jogadores tão medíocres, a começar pelos seus caracteres, salvo algumas
exceções.
Na partida de ontem diante
do Paraguai, o que eu vi foi parecido com aqueles jogos do ABC F. C. de Natal contra
seus rivais do Estadual do RN, neste ano. Um time completamente apagado, sem
criatividade, vontade e espírito. Para ser mais preciso, o que falta mesmo
nesses jogadores é vergonha na cara. Pois são convocados, ganham visibilidade
mundial, engordam seus salários e ainda tiram a chance de um garoto humilde,
que atua aqui, e que precisa dessa oportunidade. Para quem analisa mais de
perto o futebol, sabe perfeitamente que nesse mundo da bola o que mais existe é
canalhice, e muito pouco respeito ao torcedor, que merece ser lembrado em todos
os aspectos e momentos, afinal, é para eles (nós) a razão de ser da Seleção.
Voltando ao jogo, não vi
defesa nem ataque hora alguma. Se o time paraguaio tivesse sabido melhor
aproveitar suas chances, teria repetido o que a Alemanha fez com o Brasil. Vi
uma equipe sem entrosamento, sem acertar uma sequência de, no mínimo, 3 passes e
que pudesse prosseguir com a jogada e ter sequer um atacante ofensivo. O jogo
de ontem deveria ter sido de 5 a 3 para o Paraguai, caso as bolas chutadas a
gol, pelos dois lados, tivessem entrado nas suas respectivas redes. O que se
viu em termos de ataque do Brasil, foi uma saraivada de chutes para fora, bem
distante do arqueiro paraguaio. Enquanto os atacantes aproveitaram melhor.
Mas, neste exato momento não
adianta chorar. Mas, se pode lamentar. Ontem, dia 29, todos os times da América
do Sul, concorrentes a uma vaga na Copa da Rússia, fizeram a sua parte. As seleções
consideradas favoritas saíram-se vencedoras dos seus jogos. O Chile, o Uruguai,
a Colômbia e a Argentina ganharam mais uns pontinhos na corrida do Mundial.
Segundo um comentarista esportivo
brasileiro, ontem, antes do jogo do Brasil em Assunção, a palavra de ordem
entre os jogadores e dirigentes era não ter medo dos brasileiros. Isso não é
novidade alguma! Há tempo que isso ocorre. Também comentava o mesmo apresentador,
sobre o comentário feito pelo zagueiro Daniel Alves, depois do confronto de
ontem. Segundo o apresentador, Daniel havia dito que parte do fracasso da
Seleção é a falta de incentivo e de torcida, tanto do público como dos craques
das seleções do passado. Ora, os craques do passado fizeram por merecer por tudo
que conquistaram em termos de respeitabilidade do público e de sucesso pessoal.
Que os do momento façam o mesmo! Mas tá difícil, e difícil é fichinha! Tá
dificílimo!
Sinceramente, com este minguado empate de 2 a 2, acho que
o Brasil, desta vez, não chegará lá! Quem viver até setembro de 2016, quando
terá a próxima rodada, e até os últimos jogos das eliminatórias, em 2017, verá!

