ELEIÇÃO DE PRESIDENTE DO ABC:
UMA ESPERANÇA RENOVADA
Durante todo o dia, e terminando à noite desta segunda-feira,
14 de dezembro de 2015, seis meses após completar o aniversário dos 100 anos, o
ABC Futebol Clube, de Natal, elege mais um presidente.
Há cerca de um mês, os ânimos estiveram bastante acirrados,
tendo como principal motivação as acusações entre os três candidatos que
disputavam os destinos da agremiação durante o próximo triênio (2016-2018), e que
surgiram exatamente por causa da exposição na mídia a respeito de quem tinha
feito mais ou deixado de fazer pelo clube. É claro que o maior interesse, hoje,
para os abcedistas não se restringe apenas aos resultados de uma campanha
eleitoral para saber quem seria, de fato, o administrador dos próximos três
anos, mas sim, como vai ser a vida do ABC nos próximos três e futuros anos. Todo natalense, torcedor ou não do Mais Querido, e que acompanha futebol, sabe o momento crucial pelo qual passa o clube alvinegro, desde os últimos quinze anos. São problemas de toda ordem, começando lá de trás, por ocasião da ideia da construção do seu estádio, o Frasqueirão, inaugurado em janeiro de 2006, onde pairam muitas insinuações a respeito da venda, supostamente indevida ou ilegal, de terrenos de propriedade do Clube; a ocorrência de administrações desastradas que culminaram em contratações exacerbadas de jogadores, técnicos e alguns funcionários, por valores totalmente fora da realidade do mercado futebolístico local, e que em nada ou quase nada contribuíram para tirá-lo da situação em que hoje se encontra; a falta de aproveitamento da categoria de base para amenizar os custos e dar oportunidade ao atleta da casa; a facilidade para produção de várias ações judiciais trabalhistas de alto valor, em função dessas contratações mal avaliadas e sem sucesso; a queda na arrecadação provenientes de patrocinadores; e, finalmente, a baixa frequência dos torcedores nos estádios, incluído aí o Arena das Dunas, que por força de contrato entre as duas administrações, se apostou numa levantada dos recursos decorrente da possível presença de mais torcedores, coisa que não vingou.
Juntando isso tudo, o resultado não poderia ser muito diferente do antes imaginado: um pífio desempenho da equipe nos últimos campeonatos, tanto no Estadual, como na Copa do Brasil e, principalmente na Série B, lugar perfeito para permanecer os times de futebol brasileiros do quilate do ABC Futebol Clube. Porém, o que vimos mais uma vez, foi uma vergonhosa campanha dentro de campo este ano, empurrando-o para incômoda e sofrível Série C.
Sabe-se perfeitamente, e de forma inquestionável, que os três
candidatos, Fabiano Teixeira, José Adécio e Judas Tadeu, concorrentes ao pleito nesta última segunda-feira,
são homens abnegados, têm trabalhos relevantes prestados e nutrem um
imensurável comprometimento e sentimento pelo ABC F. C. Mas, inquestionável é
também a prova sobre os feitos de um daqueles que mais lutaram, e que nos
momentos mais difíceis sacrificou até mesmo suas finanças pessoais e seus
momentos de lazer em família, em prol do engrandecimento do Clube. Então, nada poderia
ser mais justa do que a eleição, pela segunda vez, do senhor Judas Tadeu para conduzir
os destinos do Mais Querido nos próximos três anos.
É sabido também, que sua gestão anterior durou um tempo
recorde à frente de um clube de futebol - 13 anos ininterruptos -, o que foi
motivo de críticas de alguns, tanto do pessoal ligado à administração como de
torcedores. Para as negativas, obviamente, os do contra, que achavam que, além
do tempo longo demais, foi espaço para muitos desmandos, erros administrativos
oriundos da acomodação no cargo (como a venda dos terrenos, por exemplo), participação
das mesmas figuras na gestão e, por ter uma visão retrógrada do futebol; já
para a turma do prós, existe o forte argumento e considerado o ponto chave, e que
figura como a maior realização de todos os tempos, e que era sonho antigo dos
torcedores alvinegros: a construção do Frasqueirão, o maior patrimônio físico
da instituição futebolística do RN, construído na gestão Judas Tadeu.
Questionamentos à parte, agora o que resta a todos abecedistas
é darem-se às mãos e torcer para que seja feita uma magnífica administração
nesses próximos três anos, que o time volte a apresentar sua melhor equipe de futebol
dentro de campo, passe a vencer os jogos, para que o torcedor volte a
comparecer em massa aos estádios, associar-se ao clube para melhorar o espírito
esportivo e reforçar suas finanças e, só assim possamos voltar a vibrar, sonhar
e comemorar o retorno do ABC, em 2017, à Série B, o seu verdadeiro lugar no
Brasileirão.
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