quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
ELEIÇÃO DE PRESIDENTE DO ABC:
UMA ESPERANÇA RENOVADA
Durante todo o dia, e terminando à noite desta segunda-feira,
14 de dezembro de 2015, seis meses após completar o aniversário dos 100 anos, o
ABC Futebol Clube, de Natal, elege mais um presidente.
Há cerca de um mês, os ânimos estiveram bastante acirrados,
tendo como principal motivação as acusações entre os três candidatos que
disputavam os destinos da agremiação durante o próximo triênio (2016-2018), e que
surgiram exatamente por causa da exposição na mídia a respeito de quem tinha
feito mais ou deixado de fazer pelo clube. É claro que o maior interesse, hoje,
para os abcedistas não se restringe apenas aos resultados de uma campanha
eleitoral para saber quem seria, de fato, o administrador dos próximos três
anos, mas sim, como vai ser a vida do ABC nos próximos três e futuros anos. Todo natalense, torcedor ou não do Mais Querido, e que acompanha futebol, sabe o momento crucial pelo qual passa o clube alvinegro, desde os últimos quinze anos. São problemas de toda ordem, começando lá de trás, por ocasião da ideia da construção do seu estádio, o Frasqueirão, inaugurado em janeiro de 2006, onde pairam muitas insinuações a respeito da venda, supostamente indevida ou ilegal, de terrenos de propriedade do Clube; a ocorrência de administrações desastradas que culminaram em contratações exacerbadas de jogadores, técnicos e alguns funcionários, por valores totalmente fora da realidade do mercado futebolístico local, e que em nada ou quase nada contribuíram para tirá-lo da situação em que hoje se encontra; a falta de aproveitamento da categoria de base para amenizar os custos e dar oportunidade ao atleta da casa; a facilidade para produção de várias ações judiciais trabalhistas de alto valor, em função dessas contratações mal avaliadas e sem sucesso; a queda na arrecadação provenientes de patrocinadores; e, finalmente, a baixa frequência dos torcedores nos estádios, incluído aí o Arena das Dunas, que por força de contrato entre as duas administrações, se apostou numa levantada dos recursos decorrente da possível presença de mais torcedores, coisa que não vingou.
Juntando isso tudo, o resultado não poderia ser muito diferente do antes imaginado: um pífio desempenho da equipe nos últimos campeonatos, tanto no Estadual, como na Copa do Brasil e, principalmente na Série B, lugar perfeito para permanecer os times de futebol brasileiros do quilate do ABC Futebol Clube. Porém, o que vimos mais uma vez, foi uma vergonhosa campanha dentro de campo este ano, empurrando-o para incômoda e sofrível Série C.
Sabe-se perfeitamente, e de forma inquestionável, que os três
candidatos, Fabiano Teixeira, José Adécio e Judas Tadeu, concorrentes ao pleito nesta última segunda-feira,
são homens abnegados, têm trabalhos relevantes prestados e nutrem um
imensurável comprometimento e sentimento pelo ABC F. C. Mas, inquestionável é
também a prova sobre os feitos de um daqueles que mais lutaram, e que nos
momentos mais difíceis sacrificou até mesmo suas finanças pessoais e seus
momentos de lazer em família, em prol do engrandecimento do Clube. Então, nada poderia
ser mais justa do que a eleição, pela segunda vez, do senhor Judas Tadeu para conduzir
os destinos do Mais Querido nos próximos três anos.
É sabido também, que sua gestão anterior durou um tempo
recorde à frente de um clube de futebol - 13 anos ininterruptos -, o que foi
motivo de críticas de alguns, tanto do pessoal ligado à administração como de
torcedores. Para as negativas, obviamente, os do contra, que achavam que, além
do tempo longo demais, foi espaço para muitos desmandos, erros administrativos
oriundos da acomodação no cargo (como a venda dos terrenos, por exemplo), participação
das mesmas figuras na gestão e, por ter uma visão retrógrada do futebol; já
para a turma do prós, existe o forte argumento e considerado o ponto chave, e que
figura como a maior realização de todos os tempos, e que era sonho antigo dos
torcedores alvinegros: a construção do Frasqueirão, o maior patrimônio físico
da instituição futebolística do RN, construído na gestão Judas Tadeu.
Questionamentos à parte, agora o que resta a todos abecedistas
é darem-se às mãos e torcer para que seja feita uma magnífica administração
nesses próximos três anos, que o time volte a apresentar sua melhor equipe de futebol
dentro de campo, passe a vencer os jogos, para que o torcedor volte a
comparecer em massa aos estádios, associar-se ao clube para melhorar o espírito
esportivo e reforçar suas finanças e, só assim possamos voltar a vibrar, sonhar
e comemorar o retorno do ABC, em 2017, à Série B, o seu verdadeiro lugar no
Brasileirão.
domingo, 6 de dezembro de 2015
VASCO
DA GAMA: 3 VEZES EM 8 ANOS
![]() |
| O duelo do ano: Vasco 0 x 0 Coritiba, no Couto Pereira, em Curitiba |
Mais uma vez, não deu para
o Vasco, neste domingo, última rodada do Brasileirão 2015. Mas o caminho da volta
para a Série B, começou lá no começo do Campeonato, quando o time da colina não
parava de perder para os seus adversários, embora alguns não fossem nem de
longe, equipes que pudessem lhe superar em campo. Com isso, deixou de ganhar
importantíssimos pontos na competição, cerca de 57 só na primeira fase de jogos, conseguindo apenas
13 míseros pontinhos. E, por não serem tomadas as providências essenciais para uma
mudança de atitude antiderrotista, os dirigentes vascaínos acreditaram,
simplesmente, na tradição futebolística e simbólica da camisa cruzmaltina.
Diante dos pífios
resultados durante o primeiro turno, veio a reação positiva da equipe no
returno. E aí foi uma sequência de vitórias, onde todos que torcem pelo bom
futebol, independentemente da equipe que admira, surpreenderam-se com a
arrancada do time carioca. Foram 27 pontos obtidos numa sequência espetacular,
e que tudo levava a crer que a equipe vascaína, pelo menos se manteria na
primeira divisão. Mas, devido a boa campanha dos adversários que também
marcavam presença na lista dos sete últimos da tabela, entre eles o
Figueirense, Avaí, Joinville, Coritiba, Goiás e o Chapecoense, ficou muito
difícil para o time carioca ter uma reação em cima da hora.
E para complicar essa
confusão e acirrar ainda mais os ânimos dentro do clube, que o levaria à catastrófica
queda de série, o seu dirigente maior Eurico Miranda, após sua reeleição para
presidente da instituição, ao ser indagado sobre qual seria o projeto para o
seu clube, respondeu que “o projeto era ele”, isto é, o próprio presidente Eurico.
Descontando o seu destempero emocional e sua assombrosa arrogância, que lhe é
peculiar, nada neste sentido deveria ter sido levado a sério, em relação à sua
desastrada declaração. Alguém deveria ter lhe assessorado para que repensasse
sobre os problemas cruciais do clube para salvá-lo do rebaixamento, mesmo o
time já beirando o perigo. Mas, não acredito que algo de mais profundo tenha
sido feito nessa direção. A real luta contra o horror da recaída ficou mesmo
por contas da equipe técnica, com o Jorginho como o orientador maior, ajudado
pelo diretor-técnico Zinho e, em última instância e mais importante de todas, o
profissionalismo e o suor derramado pelos jogadores dentro das quatro linhas,
tendo como destaque o zagueiro Rodrigo e o atacante Nenê.
Mas, a temporada de altos
e baixos, que começou em maio deste ano, teria que ter um fim. E tudo terminou
neste domingo, dia 6, prestes a começar uma outra temporada, que é o verão. O
jogo entre o Vasco da Gama e o Coritiba, no estádio Couto Pereira, em Curitiba,
talvez tenha sido um dos clássicos mais comoventes do Campeonato Brasileiro dos
últimos anos. Estavam envolvidas e misturadas no mesmo sentimento as torcidas
do próprio Vasco, além das do Avaí, Chapecoense e, talvez mais apreensiva
ainda, a do Coritiba, anfitrião do espetáculo considerado mais importante desta
tarde.
Para que tudo desse certo
no pensamento do seu torcedor e dirigentes, o cenário deveria ser o seguinte: o Vasco ganhar do Coritiba, torcer para que a
Chapecoense perdesse para o Fluminense e o Avaí também fosse derrotado para o
Corinthians. Mas, tudo conspirou contra o time de Eurico Miranda. O Vasco
empatou com o alviverde paranaense, o Avaí empatou com o campeão brasileiro
2015, e o Fluminense perdeu para o time de Florianópolis. Todo o esforço feito
pelo Vasco foi em vão. Mesmo tendo feito uma partida histórica, com o Brasil
inteiro torcendo pela sua permanência na Série A - até mesmo os adversários -,
não deu. Até o tempo não contribuiu. No dia anterior, foi um sábado de muito sol
na capital paranaense, porém, hoje, a chuva voltou a cair, e exatamente no
horário do jogo, quase obrigando o Anderson Daronco, juiz do quadro da FIFA,
suspender a partida por falta de condições de mobilidade em campo.
Aos 50 minutos do segundo
tempo, o árbitro dá o apito final no Couto Pereira. Fim do Campeonato
Brasileiro de Futebol 2015. Resultado: Vasco 0 x Coritiba 0. Time carioca
rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileiro 2016. Junto com ele despencaram
Joinville, Avaí e o Goiás. Entre os quatro clubes rebaixados, observando-se
pelo prisma da tradição do futebol nacional, torcida e sua própria histórica, o
Vasco da Gama deveria ser o primeiro a escapar dessa situação vexatória, porém,
essa situação tem mudado ao longo dos anos, em que time grande e com peso na
camisa não significa permanência na seleta lista dos melhores do país, e, muito
menos receber qualquer tipo de privilégio por quem quer que seja. Todos têm que
mostrar serviço, desde o escritório da administração, na montagem de projetos e
contratações, até à performance individual de cada jogador dentro de campo. E
isso, na sua plenitude e totalidade, não aconteceu, neste ano. Então, não podia
dá outra: VASCO DA GAMA, meu time de coração desde a adolescência, está pela
terceira vez na Série B, num período de apenas oito anos: 2009, 2013 e 2016. Resta
agora, cumprir a tarefa dupla: como torcedor, buscar tudo, dentro do possível,
para que retorne à Série A, em 2017; e, como acompanhante do futebol, vê-lo
brilhar novamente entre os grandes do Brasil.
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